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PORQUE GERAR O CLORO IN SITU SE APRESENTA COMO UMA VANTAGEM ECONÔMICA, SOCIAL E DE SEGURANÇA AMBIENTAL E PARA A POPULAÇÃO

No sistema de tratamento de água a cloração é uma das etapas mais importantes, tanto no tratamento de resíduos secundários persistentes, quanto na garantia da qualidade da água em toda a rede de abastecimento. Segundo Lima et al (2018), os inconvenientes da cloração são a necessidade de transporte, armazenamento e manipulação de produtos perigosos. Nesse caso, a geração eletroquímica de hipoclorito no local diminui com vantagens esses inconvenientes.

O poder de oxidação do hipoclorito comercial é inferior à do eletrogerado. A maior eficiência do processo de eletrogeração de cloro in situ é devido à geração de outras espécies oxidantes (O3, •O, •OH, H2O2) que contribuem com a oxidação.

O hipoclorito de sódio é um composto químico oxidante de uso muito difundido, usado em tratamento de água na desinfecção, na remoção ou redução da cor de efluentes industriais contendo corantes, por exemplo.

Um dos problemas enfrentados pelas indústrias produtoras de hipoclorito é a sua baixa estabilidade que leva à degradação do produto, limitando o mercado consumidor devido ao transporte em grandes distâncias.

Um dos problemas enfrentados pelas indústrias produtoras de hipoclorito é a sua baixa estabilidade que leva à degradação do produto, limitando o mercado consumidor devido ao transporte em grandes distâncias.

O manuseio inadequado, como por exemplo, diluição ou armazenamento em tanques de estocagem impróprios, fazem com que os produtos cheguem até seus clientes fora da concentração mínima exigida.     A solução de hipoclorito, ao perder cloro ativo perde, consequentemente, o valor comercial, uma vez que as suas funções deixam de estar asseguradas.

Fatores como temperatura e luminosidade também afetam diretamente a velocidade de decomposição do hipoclorito. Portanto, a instabilidade do hipoclorito e a periculosidade de transporte e estocagem desse produto tornam a possibilidade de produção in loco fundamentalmente importante, eliminando ou diminuindo tais inconvenientes.

Segundo Laubush (1971), os fatores que influem na desinfecção e, portanto, no tipo de tratamento a ser empregado, podem ser resumidos em:

  • espécie e concentração do organismo a ser destruído;

  • espécie e concentração do desinfetante;

  • tempo de contato;

  • características químicas e físicas da água; e

  • grau de dispersão do desinfetante na água.

A concentração de microrganismos é um outro fator importante, já que uma densidade elevada significa uma maior demanda de desinfetante. A aglomeração de organismos pode criar uma barreira para a penetração do desinfetante.

A morte de organismos pela ação de um desinfetante, fixando-se os outros fatores, é proporcional à concentração do desinfetante e ao tempo de reação. Deste modo, pode-se utilizar altas concentrações e pouco tempo, ou baixas concentrações e um tempo elevado.

As características da água a ser tratada têm influência marcante no processo de desinfecção. Quando o agente desinfetante é um oxidante, a presença de material orgânico e outros compostos oxidáveis irá consumir parte da quantidade de desinfetante necessária para destruir os organismos (Degrémont, 1979).

Alguns desinfetantes, quando em contato com a água, sofrem hidrólise e se dissociam, formando compostos com ação germicida diferente daquela da substância inicial.

Os desinfetantes químicos necessitam ser uniformemente dispersos na água, para garantir uma concentração uniforme; portanto, a geração in situ do desinfetante também favorece sua eficiência.

A ação dos desinfetantes na destruição ou inativação dos micro-organismos não é instantânea. Em geral, o processo se desenvolve de maneira gradativa, ocorrendo etapas físicas, químicas e bioquímicas.

DESVANTAGENS DOS TIPOS DE CLORO DISPONÍVEIS NO MERCADO

O uso de cloro na desinfecção da água foi iniciado com a aplicação do hipoclorito de sódio (NaOCl), obtido pela decomposição eletrolítica do sal.

 

O Cloro é mais largamente utilizado e facilmente disponível como gás, líquido ou sólido. É um produto barato e fácil de aplicar, além de deixar um residual em solução, de concentração facilmente determinável, mas, em suas formas gasosa e sólida também existem algumas desvantagens. O Cloro gás é venenoso e corrosivo, e pode causar graves acidentes ambientais. Já o sólido, de difícil dissolução, pode causar variações de dosagem indesejadas. Além disso, a maior parte desses produtos em estado sólido é importada e sujeita a variações cambiais de acordo com o mercado internacional.

O mais importante é que o cloro gerado in situ, além de ter todos os seus insumos disponíveis no mercado nacional, dar mais autonomia ao consumidor que poderá armazenar o sal sem prejuízo de suas características, apresenta uma economia substancial, que pode chegar a 60% em relação às demais tipos de cloro de mercado. Como exemplo disso, temos as indústrias de bioenergia, que em geral produzem a própria energia elétrica em seu processo produtivo. Nesse caso, o único consumível a compor o custo passa a ser o sal.

VANTAGENS DA PRODUÇÃO IN SITU PARA CLORAÇÃO DA ÁGUA

  • Sem dúvida alguma, o custo mais baixo é a principal vantagem

  • Insumos de fácil aquisição.

  • Acessibilidade de cloro em locais afastados dos grandes centros urbanos.

  • Cloração para pequenas demandas.

  • Riscos operacionais relacionados aos métodos a tipos de cloro como o gasoso.

  • Dificuldade de dissolução e controle de dosagem do cloro granulado ou pastilhas.

  • Maior disponibilidade e logística de produtos químicos (perigosos) para desinfecção.

  • Produz solução oxidante a base de hipoclorito de sódio no próprio local, eliminando a necessidade de transporte, armazenamento e manuseio de cloro.

  • Sistema de fácil operação e manutenção, necessita somente água, sal (cloreto de sódio) e energia elétrica.

A geração de hipoclorito de sódio in situ apresenta solução para quase todas as questões relacionadas à cloração de águas, além de tornar ainda mais barato o processo!

Fontes :

Eficiência de Oxidação do Hipoclorito Comercial, Eletrogerado e Eletrogerado In Situ - Lima, R. S.; Carvalho, A. A. C.; Lima, P. R.; Tonholo, J.; Zanta, C. L. P. S.* Rev. Virtual Quim., 2018, 10 (4), 851-862. Data de publicação na Web: 4 de julho de 2018 http://rvq.sbq.org.br

BAIRD, C., Química Ambiental, Bookman, 2002, p. 483-524. 2 –

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